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Cobre

UM MATERIAL NATURAL
• Consumo
O consumo total de cobre no mundo ocidental no ano de 1997 foi de cerca de 13 milhões de toneladas; A indústria elétrica consumiu cerca de 50 % e a da construção cerca de 14 %. Só na Europa Ocidental – com a Alemanha e a Itália à cabeça – no referido ano utilizaram-se mais de 170.000 toneladas de cobre em coberturas, revestimentos de fachadas, caleiras, tubos de queda e produtos relacionados com eles.

• Extração

A maior parte do cobre é extraído de minas a céu aberto e as reservas são abundantes. Exploram-se filões nos cinco continentes. O cobre é extraído de grandes volumes de mineral, principalmente de sulfuretos de cobre, por fundição passando depois por um processo de refinação em grandes cubas de eletrolise.

• Reciclagem
Uma boa parte da procura mundial de cobre é atualmente satisfeita através de cobre reciclado, uma prática sistemática estabelecida desde há muitos anos.

PROPRIEDADES
Símbolo : Cu
Densidade: 8,930 Kg/dm3, equivalente ao peso de uma lâmina de 1 m2 e 1mm
de espessura.
Ponto de fusão: 1083 ºC
Dilatação térmica: 0,0168 mm/m/ºC
Resistência á tracção: 220-300 N/mm2

CARACTERÍSTICAS:
- Leve
- Pequenas variações térmicas
- Longa duração
- Sem manutenção
- Rentável
- Seguro de ser trabalhado

QUALIDADES ARQUITETÓNICAS
• Formas da Cobertura
O cobre é um material utilizado em coberturas e revestimentos, que se agrafa com facilidade de forma mecânica ou manual, na obra ou na oficina, de forma a se adaptar a qualquer forma incluindo curvas e remates complexos. Aplica-se, como se disse anteriormente, em pendentes a partir de 3º e por se tratar de um metal fino e muito maleável com grande aptidão a se obter juntas muito finas, permite que coberturas e revestimentos de grandes dimensões e de diferentes formas geométricas sejam executadas com grande qualidade e pareçam superfícies contínuas. Com este material o arquiteto tem uma enorme liberdade, sem quase limitação alguma para criar os efeitos que melhor achar por bem.

• Cor
A formação natural da patina, com cores variáveis entre o dourado ao castanho chocolate e finalmente ao característico verde claro, é uma das propriedades únicas do cobre. O conhecimento completo deste processo é importante para os arquitetos.

• Patina
Quando é exposto aos agentes atmosféricos, formam-se películas de conversão de óxido de cobre que em poucos dias mudam a cor da superfície do cobre variando do rosa salmão ao castanho avermelhado. Com a continuação desta exposição ao ar ao longo dos anos, as partículas de onversão de sulfuroso cuproso e cúprico misturam-se com a película inicial deóxido escurecendo cada vez mais a superfície até atingir uma coloração castanho chocolate.
Mais tarde a película de sulfuroso converte-se na patina de sulfato básico de cobre que, uma vez terminada a reação, se manifesta pela característica cor verde claro das velhas coberturas em cobre. Nos ambientes marítimos, a superfície da patina terá também uma certa quantidade de cloreto de cobre. É necessário uma certa quantidade de água da chuva para formar a patina verde sendo verdade que o processo leva mais tempo em superfícies verticais, devido à rapidez de escoamento.

• Cobre Pré-patinado
Quando se considere esteticamente importante que a patina verde esteja presente desde o primeiro momento da aplicação, estão disponíveis hoje em dia, processos especiais de produção que disponibilizam chapa de cobre prépatinada para coberturas e revestimentos. Isto é conseguido submetendo as chapas de cobre natural a uma série de banhos químicos.

DESENHOS E INSTALAÇÃO
• Bases
As coberturas de que temos estado a falar requerem uma base que as suporte por baixo de toda a sua superfície. O melhor material será a madeira, ainda que qualquer base que permita a correta fixação das presilhas de sustentação do cobre, seja admissível.É recomendável colocar uma lâmina de separação entre a base e o cobre como forma de facilitar os movimentos térmicos e para proteger a base durante o período de montagem, bem como para compensar alguma irregularidade da base de apoio.

• Ventilação
A corrosão pela parte inferior não afeta o cobre da mesma forma que afeta outros metais, de forma que é um material que se pode utilizar em coberturas não ventiladas. Deve ser aplicada uma lâmina “barreira de vapor” nos locais adequados e ter todas as juntas fechadas. Nas coberturas ventiladas a ventilação realiza-se através de orifícios de entrada e de saída na parte inferior e superior da cobertura.

• Corrosão e compatibilidade
Como metal nobre que é, o potencial elétrico do cobre é naturalmente elevado e normalmente não é afetado por outros metais do exterior dos edifícios. No entanto o cobre pode ser causa de corrosão de outros metais como por exemplo, ferro, alumínio e zinco, se existir contato directo entre eles e quando na presença de um electrólito (água). Mais ainda, se a água da chuva correr, após passar por coberturas ou revestimentos de
cobre, sobre outros metais com um potencial eléctrico mais baixo, pode existir interação, a menos que tenham sido protegidos e cuidados especiais mediante a utilização de métodos comprovados tenham sido utilizados. O chumbo, o aço inoxidável e o latão são metais que não são afetados pela situação acabada de mencionar. Estes metais podem inclusive estar em contato directo com o cobre sem nenhum problema de corrosão.

• Proteção contra raios
Devido á sua boa conductividade eléctrica e resistência á corrosão, o cobre desempenha um papel importante nas aplicações contra raios. A alta conductividade do cobre facilita a transmissão rápida da energia do raio, oferecendo a via de menor resistência e evitando danos na estrutura do edifício. As coberturas em cobre podem ser utilizadas como parte de um sistema de proteção contra raios já que as coberturas, as caleiras e os tubos de queda podem ser unidos e ligados a uma tomada de terra.

» História do cobre

» Caderno de Encargos
 
 
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